Mundo
Guerra no Médio Oriente
Irão diz que "o mundo ficará surpreendido" com as suas novas armas
Depois de ter avançado que os EUA estariam a planear "medidas contra o Irão", Teerão ameaçou com novas armas e novos alvos.
A Guarda Revolucionária iraniana ameaçou esta segunda-feira visar “novos alvos” caso os Estados Unidos voltem a atacar e assegurou que utilizará “novas armas” capazes de surpreender o mundo.
“Em caso de um novo ataque, haverá mudanças significativas na nossa defesa e contraofensiva”, escreveu a Guarda Revolucionária num comunicado.
“Utilizaremos novas armas dotadas de novas capacidades no campo de batalha e o mundo ficará surpreendido”, acrescentou esta força armada iraniana, que nos últimos dias tem insistido neste tipo de avisos.
Hossein Mohebbi, porta-voz da Guarda Revolucionária, disse por sua vez à imprensa local que “se ocorrer uma nova agressão, iremos certamente alterar o armamento e a geografia da guerra”. “Os nossos alvos também já não são necessariamente os mesmos que os anteriores. Temos novos alvos que ainda não foram atingidos”, acrescentou.
No sábado, o comando militar central do Irão disse ter apurado que os Estados Unidos “decidiram, mais uma vez, tomar medidas contra o Irão islâmico, com o aval de alguns países da região”.
Após mais de seis meses de guerra entre os Estados Unidos e o Irão, as negociações encontram-se num impasse e o conflito alastrou-se ao Iémen e à Arábia Saudita.
As trocas de ataques entre Washington e Teerão intensificaram-se novamente no final de agosto, após um mês de abrandamento, nomeadamente no estratégico estreito de Ormuz.“EUA foram derrotados”
O porta-voz da Guarda Revolucionária disse ainda à imprensa iraniana que “os Estados Unidos foram derrotados nesta guerra, uma derrota histórica e humilhante, mas não têm a coragem de admitir e aceitar”.
Segundo Mohebbi, um sinal dessa derrota é o fracasso de Washington em reabrir o estreito de Ormuz, apesar de ter mobilizado todos os seus recursos nesse sentido.
O responsável afirmou ainda que as bases norte-americanas em toda a região se tornaram um fardo, uma vez que o investimento feito para garantir a segurança “se transformou no oposto da segurança” quando as bases foram alvo de ataques iranianos.
Mohebbi acrescentou que os mísseis iranianos atingiram centros de inteligência norte-americanos na região do Golfo e no norte do Iraque, o que constituiu “uma grande derrota em termos de inteligência” para os EUA.
Entretanto, a Guarda Revolucionária disse esta segunda-feira ter intercetado e destruído um drone MQ-1 dos Estados Unidos sobre o estreito de Ormuz.
Em comunicado, a força militar explica que Washington tinha retirado de serviço estes drones, mas foi obrigada a colocá-los novamente em uso após ter perdido muitos dos seus MQ-9, mais avançados.
“Ambos os tipos estão a ser intensamente perseguidos pelo novo sistema de defesa aérea” da Guarda Revolucionária, assegurou.
c/ agências
“Em caso de um novo ataque, haverá mudanças significativas na nossa defesa e contraofensiva”, escreveu a Guarda Revolucionária num comunicado.
“Utilizaremos novas armas dotadas de novas capacidades no campo de batalha e o mundo ficará surpreendido”, acrescentou esta força armada iraniana, que nos últimos dias tem insistido neste tipo de avisos.
Hossein Mohebbi, porta-voz da Guarda Revolucionária, disse por sua vez à imprensa local que “se ocorrer uma nova agressão, iremos certamente alterar o armamento e a geografia da guerra”. “Os nossos alvos também já não são necessariamente os mesmos que os anteriores. Temos novos alvos que ainda não foram atingidos”, acrescentou.
No sábado, o comando militar central do Irão disse ter apurado que os Estados Unidos “decidiram, mais uma vez, tomar medidas contra o Irão islâmico, com o aval de alguns países da região”.
Após mais de seis meses de guerra entre os Estados Unidos e o Irão, as negociações encontram-se num impasse e o conflito alastrou-se ao Iémen e à Arábia Saudita.
As trocas de ataques entre Washington e Teerão intensificaram-se novamente no final de agosto, após um mês de abrandamento, nomeadamente no estratégico estreito de Ormuz.“EUA foram derrotados”
O porta-voz da Guarda Revolucionária disse ainda à imprensa iraniana que “os Estados Unidos foram derrotados nesta guerra, uma derrota histórica e humilhante, mas não têm a coragem de admitir e aceitar”.
Segundo Mohebbi, um sinal dessa derrota é o fracasso de Washington em reabrir o estreito de Ormuz, apesar de ter mobilizado todos os seus recursos nesse sentido.
O responsável afirmou ainda que as bases norte-americanas em toda a região se tornaram um fardo, uma vez que o investimento feito para garantir a segurança “se transformou no oposto da segurança” quando as bases foram alvo de ataques iranianos.
Mohebbi acrescentou que os mísseis iranianos atingiram centros de inteligência norte-americanos na região do Golfo e no norte do Iraque, o que constituiu “uma grande derrota em termos de inteligência” para os EUA.
Entretanto, a Guarda Revolucionária disse esta segunda-feira ter intercetado e destruído um drone MQ-1 dos Estados Unidos sobre o estreito de Ormuz.
Em comunicado, a força militar explica que Washington tinha retirado de serviço estes drones, mas foi obrigada a colocá-los novamente em uso após ter perdido muitos dos seus MQ-9, mais avançados.
“Ambos os tipos estão a ser intensamente perseguidos pelo novo sistema de defesa aérea” da Guarda Revolucionária, assegurou.
c/ agências